08/30/2010 | 12:03 | Geral, Notícias
Antonio Edijalma Rocha Jr., de 41 anos, é a cara do novo ensino à distância brasileiro. Ele voltou para a sala de aula 18 anos depois de ter se formado em um curso técnico. As tarefas de gerente de planejamento – ele trabalhava em uma fábrica de calçados em Jaú, no interior de São Paulo – e de pai o impediam de realizar a vontade antiga ter uma graduação. “O tempo foi passando e perdi o pique de estudar. Mas sempre quis fazer faculdade”, diz. Encontrou a oportunidade de estudar de novo no ensino à distância. O curso de gestão de produção industrial, oferecido por uma universidade no Paraná, durou dois anos e meio, de janeiro de 2006 a julho de 2008. Comparando o ensino à distância com o curso técnico presencial, que fez há quase 20 anos, Rocha aponta uma grande diferença. No primeiro, a preocupação era com o diploma. No segundo, com a concorrência. “Isso fez com que eu me esforçasse para aprender mais.” Em 2008, após se formar, Rocha foi convocado para fazer o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), aplicado a quase 2 mil alunos de ensino superior – tanto à distância quanto presencial. Ficou em primeiro lugar, com nota 80,3 (a média foi de 45, em 100 pontos possíveis).
O resultado garantiu a Rocha uma bolsa de estudos para fazer pós-graduação à distância em engenharia de produção, no valor de R$ 3 mil. Ele começou em março. Hoje, Rocha dá consultoria para empresas e é professor técnico no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
Melhorar de vida, como Rocha, é o objetivo do mais de meio milhão de estudantes brasileiros matriculados em cursos pela internet. Eles assistiram a aulas por TV via satélite ou pela internet, fizeram trabalhos em grupo, valendo nota, em salas de bate-papo on-line, acessaram livros em bibliotecas virtuais para estudar para a prova e tiraram dúvidas sobre o que iria ser cobrado no teste por e-mail. No ano passado, 302 mil pessoas se matricularam em cursos on-line (cerca de um sétimo do total de matrículas do país).
Os adeptos do ensino à distância formam uma multidão que cresceu mais de 600% entre 2005 e 2008. A febre começou com cursos técnicos e de especialização. Trata-se de um fenômeno mundial, turbinado pela valorização do ensino. Muita gente está em busca de conhecimento, porque sentiu que ele garante mais oportunidades.
O fenômeno brasileiro vem sendo puxado pela oferta de diplomas de graduação. Segundo o censo da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), obtido com antecedência por ÉPOCA, havia 649.854 pessoas fazendo cursos de ensino superior on-line em 2009 – mais de 80% delas em graduação. Escolas tradicionais, como a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), passaram a oferecer cursos.
fonte: revista época
02/27/2010 | 12:35 | Aluno, Geral, Notícias
Já está disponível o resultado do vestibular do dia 07/02/2010,confira aqui!!!
12/09/2009 | 15:58 | Aluno, Geral, Notícias
Já estão abertas as inscrições para o vestibular Uninter 2010,aproveitre essa oportunidade!!!
Clique aqui e faça sua inscrição , a prova será no dia 07/02/2010!!!
| 15:57 | Aluno, Geral, Notícias
Clique aqui e veja o resultado do vestibular ,lembrando que serão respeiatdos os prazos, por isso entre em contato com o polo para tirar suas dúvidas pelo fone 3227-7764 ou 3227-1365!!!
| 15:47 | Aluno, Geral, Notícias
Já está disponível a inscrição para os cursos de Pós Graduação 2010,clique aqui e faça a sua.
08/19/2009 | 20:10 | Aluno, Geral, Notícias
Todos os alunos do curso de Tecnologia (com exceção do curso de Processos Gerenciais),devem procurar o tutor para o cadastramento das equipes para a Atividade Supervisionada até dia 08/09/2009.
Os alunos que não cadastrarem a equipe ,não poderão postar a atividade no ÚNICO.
Atenciosamente
A Tutoria
07/20/2009 | 22:44 | Aluno, Geral, Notícias
Estão abertas as inscrições de Pós Graduação nas áreas:
-Saúde
- Educação
- Direito
- Empresarial
Confira os cursos, o início das aulas e faça já sua inscrição
02/06/2009 | 14:19 | Geral, Notícias
Com a crise, disseminou-se um temor quanto ao futuro dos empregos. Sem pensar duas vezes, muita gente postergou planos de aprimoramento profissional ou ainda trancou a matrícula no MBA ou na pós-graduação.
Mas deixar de investir em formação profissional é um equívoco, de acordo com os consultores de carreira da DBM, consultoria especializada em gestão de capital humano.
“Já está mais do que provado que contar com especializações no currículo é importante. Em momentos como este, de crise, essa experiência pode ser um diferencial seja na busca por uma recolocação, seja para manter a empregabilidade”, afirma o consultor de carreiras da DBM, Alexandre Nabil.
A hora certa
No caso dos profissionais que acabaram perdendo seus empregos no vaivém do mercado que se iniciou com a crise, aplicar parte da rescisão salarial na própria carreira pode ser benéfico.
“Muitas vezes, na correria do dia-a-dia, não temos tempo para planejar um curso de especialização. Quem perde o trabalho pode aproveitar de forma produtiva o tempo livre investindo na própria educação, sem medo de estar cometendo uma loucura. Ao contrário, trata-se de um investimento e de um período de reflexão que tende a trazer várias vantagens. Mas, é claro, desde que o curso seja compatível com a trajetória profissional”, recomenda Nabil.
Que curso fazer?
De acordo com o consultor da DBM, na hora de escolher um curso, é importante considerar o objetivo profissional, o que também depende da etapa da carreira de cada indivíduo.
“Cada curso conduz o profissional a um determinado mercado ou nível. Há cursos mais específicos e outros generalistas. Se o profissional tiver interesse em mudar de área, por exemplo, os generalistas são mais indicados, pois ampliam o conhecimento sobre um novo setor ou mercado. Aqueles que desejam ampliar sua rede de relacionamentos, inclusive para buscar uma recolocação no mercado, devem optar por cursos mais específicos”, afirma.
O fundamental, em todos os casos, é elaborar um planejamento antes de começar esta nova etapa. O consultor da DBM dá algumas dicas ara os profissionais que decidirem investir na carreira:
1. Analise seu histórico acadêmico. Por meio deste processo, é possível prever qual será a instituição de ensino mais adequada. Quem fez graduação numa escola de menor destaque pode, por exemplo, reforçar o currículo procurando uma instituição de renome para a pós-graduação;
2. Leve em consideração seu “fôlego”. Alguns cursos exigem muita dedicação, para realização de trabalhos e pesquisas, por exemplo. Outros são rigorosos nas avaliações. É preciso conhecer, de antemão, o que a instituição exige do aluno e o tempo que você tem disponível;
3. Pesquise sobre a reputação da instituição e do curso. Não adiciona nada ao currículo um curso não reconhecido pelo mercado ou mesmo pelo MEC (Ministério da Educação);
4. Elabore um planejamento financeiro. Cursos de pós-graduação e MBA de boa qualidade não costumam custar pouco. Se o profissional estiver desempregado, é importante ter uma reserva de cerca de nove meses (além do valor do curso) para as despesas fixas. Neste prazo, afirma o consultor, é bem provável que o profissional já tenha se recolocado no mercado.
Bons estudos!
Fonte: Informativo CM News Letter 05/02/09
02/05/2009 | 11:17 | Geral, Notícias
A valorização dos cursos superiores de tecnologia é uma tendência atual, revelada pelos dados do Censo da Educação Superior divulgados pelo Ministério da Educação esta semana. Mais voltados para o mercado de trabalho, os cursos parecem ter conquistado seu espaço na sociedade brasileira, historicamente marcada pela valorização dos bacharéis.
O número de alunos que ingressaram em cursos de tecnologia cresceu 390% de 2002 a 2007, passando de 38.386 para 188.347. Foi o maior crescimento de matrículas registrado no período. Só na rede federal, os cursos passaram de 146 em 2002 para 331 em 2007.
Os dados do Censo da Educação Superior devem ser ainda mais favoráveis à educação profissionalizante nas próximas edições. Isso porque o censo de 2007 ainda não reflete a expansão da rede federal nem a criação dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, nos quais 30% das vagas estarão reservadas a cursos superiores de tecnologia.
A expansão é a maior da história do país. Até o final de 2010, a rede federal contará com, no mínimo, 354 escolas técnicas. Em 2005, ano do início da expansão, eram 140.
Fonte: Assessoria de Comunicação CM News Letter (04/02/09)
| 11:04 | Geral, Notícias
Dados do Censo da Educação Superior de 2007 sugerem que o sistema de ensino de terceiro grau pode estar perto de alcançar um ponto de equilíbrio. Após vários anos em que a taxa de criação de novas instituições superiores beirava os 10% anuais, entre 2006 e 2007 ela foi de mero 0,5%, passando de 2.270 para 2.281 entidades.
Saturação do mercado, porém, não significa que as necessidades do país estejam atendidas. Se o número de matrículas aumentou 8% no período, o de formandos cresceu em ritmo mais lento (3%). Diminui a proporção entre alunos ingressantes e concluintes, que era de 46% em 2006 e passou para 44% em 2007.
Mais preocupante é a queda no número de diplomados em cursos de formação de professores para o ensino básico. Em 2007, formaram-se 70.507 docentes, 4,5% menos que em 2006. Algumas das maiores reduções envolvem profissionais para ensinar disciplinas obrigatórias, como letras (-10%), geografia (-9%) e química (-7%).
Isso num país em que ao menos 300 mil professores carecem de qualificação apropriada para as aulas que ministram. Eis aí uma das principais deficiências da educação nacional. Ela só será sanada com o aprofundamento de uma política de revalorização da profissão, que começa por uma recomposição salarial mas não poderia esgotar-se nela.
Dada a urgência de preparar mais e melhores professores, há que lançar mão de todos os meios -como o ensino a distância, que permite levar a qualificação aonde ela é mais necessária. A boa nova do censo é que essa modalidade conta já com 370 mil matriculados (7% do total), contra 207 mil no ano anterior.
Falta agora criar as condições e os requisitos de qualidade para que esse potencial seja mobilizado na capacitação dos docentes de que o Brasil precisa. Caso contrário, resultará apenas em mais um canal de saturação.
Fonte: Assessoria de Comunicação CM News Letter (04/02)
| 10:20 | Geral, Notícias
Dados do Inep - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - revelam que os cursos que mais crescem são feitos à distância.
Por Larissa Carvalho - Belo Horizonte
Doze por cento dos jovens brasileiros entre 18 e 24 anos cursam o Ensino Superior. Em 2007, o número de alunos matriculados aumentou 7% e passou dos cinco milhões.
Matrículas no Ensino Superior 2007:
5.250.147
+ 7% 93% fazem cursos presenciais
A grande maioria freqüenta aulas todo dia em faculdades e universidades, mas, proporcionalmente, os cursos à distância são os que mais se expandem no país. As matrículas cresceram 78%, quase 20 vezes mais que nos cursos presenciais. Nos tecnológicos, que duram menos tempo, a expansão foi de 24%.
Matrículas no Ensino Superior 2007:
Cursos à distância: + 78%
Cursos presenciais: + 4%
Cursos tecnológicos: + 24%
“Evidentemente, eram áreas muito pouco desenvolvidas, o número de cursos era muito pequeno, e vem crescendo significativamente. Você tem uma preocupação de expandir a matrícula superior principalmente nas áreas públicas ou matrículas gratuitas através, por exemplo, do Prouni”, comenta Reynaldo Fernandes, presidente do Inep.
Ensino superior à distância:
Matrículas em 2007
Instituições estaduais: + 219%
Instituições privadas: + 66%
Instituições federais: + 47
Em 2007, as matrículas para cursos à distância nas instituições de ensino estaduais mais que triplicaram. Aumentaram bastante também nas instituições privadas e federais.
Zorag trocou o curso presencial para ter mais tempo livre. “Eu posso acordar de manhã estudar e trabalhar depois ou eu posso trabalhar primeiro e estudar depois”, fala Zorag Farias, estudante de Ciências Contábeis
Nessa modalidade de ensino, o aluno quase não vai à faculdade. Zorag só precisa fazer as provas em sala de aula. As três mil horas de conteúdo ele cumpre pela internet.
E é pelo computador que eles tiram dúvidas. Em um dos cursos, pra cada grupo de 80 estudantes, há um tutor de plantão.
“Se ele estivesse sozinho, eu acho que ele não daria conta de ir até o final do curso. Então, quebrar essa solidão do aluno é o grande desafio da educação à distância”, fala Stela Arnold, coordenadora pedagógica.
“O ensino à distância, mesmo que não seja a maravilha das maravilhas, ele obriga o aluno a trabalhar, ele não pode passar 20 horas por semana simplesmente assistindo aula e cochilando. Ele tem que ler, ele tem que escrever, ele tem que fazer exercícios. Ele tem muita coisa para fazer. Portanto, acaba sendo um ensino mais ativo”, afirma Cláudio de Moura e Castro, educador.
Fonte: Assessoria de comunicação CM News Letter (04/02/09)
02/02/2009 | 10:23 | Geral, Notícias
Dia 8 de novembro de 2009 será realizada a prova do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade).
Todos os estudantes ingressantes e concluintes dos cursos de graduação avaliados devem fazer a prova, lembrando que nos anos anteriores as provas eram realizadas por amostragem através de amostragem feitas pelo INEP.
Ingressantes são aqueles que até 1º de agosto concluiram entre 7% e 22% da carga horária mínima do currículo do curso.
Concluintes são aqueles que até 1º de agosto tiverem concluido pelo menos 80% da carga horária mínima do currículo do curso ou que tenha condições acadêmicas de conclusão neste ano letivo de 2009.
Os cursos avaliados são os de Graduação em: Administração, Arquivologia, biblioteconomia, ciências contábeis, ciências econômicas, comunicação social, design, direito, estatística, música, psicologia, relações internacionais, secretariado executivo, teatro e turismo, além de duas áreas novas- estatística e relações internacionais.
E também, serão avaliados os Cursos Superiores de Tecnologia em: Design de moda, gastronomia, Gestão de Recursos Humanos, Gestão de turismo, Gestão financeira, marketing e Processos Gerenciais.
As inscrições devem ser realizadas de 29 de julho a 31 de agosto. Até 29 de maio, o Inep enviará as instruções e os instrumentos necessários para que os dirigentes das instituições de ensino inscrevam os estudantes.
Dispensa
Os estudantes que colarem grau até 31 de agosto e os que estiverem oficialmente matriculados e cursando atividades curriculares fora do Brasil, na data da realização do exame, em instituição conveniada com a de origem do estudante, estarão dispensados de fazer a prova
Ingressantes e concluintes ausentes em edições anteriores precisam regularizar a situação para fazer a prova.
Até dia 10 de setembro de 2009, o Inep deve divulgar a lista dos estudantes que participarão do exame e até 26 de outubro serão divulgados os locais das provas.
O manual do Enade 2009 será divulgado dia 31 de março.
Fonte: Diário Oficial e site “O Globo” 30/01/09
01/22/2009 | 17:03 | Geral, Notícias
Decisão do Conselho Estadual de Educação paulista permite adoção de ensino a distância já na última etapa do ensino básico e causa polêmica com órgão federal
Filipe Jahn
O Conselho Estadual de Educação de São Paulo (Ceesp) aprovou no último mês de outubro uma nova deliberação, a 77/2008, acerca da organização e distribuição dos componentes curriculares dos ensinos médio e fundamental do sistema de ensino paulista.
Entre outras orientações, a deliberação, em seu artigo 4º, permite que qualquer disciplina do ensino médio seja ministrada no modelo semipresencial, desde que não exceda o limite de 20% da carga horária total. Assim, das 800 horas letivas anuais obrigatórias, 160 horas poderão ser cursadas pelos estudantes longe da estrutura física da escola. A alternativa poderá ser utilizada tanto pela rede privada quanto pela pública, mas no primeiro caso cabe a cada colégio a decisão, enquanto no segundo depende de determinação da Secretaria de Educação paulista.
No relatório publicado com a homologação da deliberação, o Ceesp aponta a necessidade de procurar alternativas para romper com a organização tradicional do ensino em sala de aula, que, segundo o texto, provoca “um desinteresse geral dos alunos”. Entre as maneiras, está o uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC), que podem melhorar o aprendizado por meio de contextos mais reais e dinâmicos. Conforme o relatório, da mesma forma que o Plano Nacional de Educação (PNE) definiu que o ensino superior pode fazer uso de metodologias a distância, nada impede que o mesmo seja estabelecido para a Educação Básica. Com isso, a idéia é promover alternativas para o reforço e avanço de alunos, como a oferta de módulos complementares de estudos.
Desde sua publicação, a deliberação tem angariado protestos e dissensões. O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) enviou ao governo paulista uma carta de repúdio. Já César Callegari, presidente da Câmara Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE), afirma que o ensino médio no Brasil passa por uma grave crise, especialmente na área pública. E, apesar de as novas tecnologias representarem chances significativas de melhoria para a educação, a medida é um equívoco. “As Tecnologias da Informação e da Comunicação têm um potencial fundamentalmente positivo. E a internet, que faz parte do mundo da imensa maioria dos jovens, é antes de tudo um conjunto valorativo. Tem uma carga de valor essencialmente positiva para eles. Como recurso de pesquisa, de apropriação coletiva de conhecimento, vale a pena. Mas essas tecnologias são muito novas, ainda estão sendo desenvolvidas, sobretudo na educação. Há poucos estudos sobre seus efeitos”, disse.
Para o presidente da Câmara de Educação Básica do Ceesp, Arthur Fonseca Filho, a deliberação foi mal interpretada, e muitos se posicionaram contra apenas em função do noticiário, sem conhecimento do texto. Para ele, a deliberação não traz grandes mudanças sobre a forma como são ministradas as aulas. O artigo que trata do tema fala de aulas semipresenciais e não necessariamente a distância e não há qualquer perspectiva de o Ceesp substituir as aulas presenciais. “Sob todos os pontos de vista, o ideal continua a ser ir para a escola todos os dias. Mas não podemos desprezar a tecnologia”, avalia. Como o Conselho Estadual é normativo e consultivo, Fonseca admite que, diante de eventuais falhas, o texto poderia ser reescrito. Mas, após uma análise, essa possibilidade foi descartada.
Essa visão está longe de ser unânime. Maria Izabel Noronha, presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) e membro do CNE, afirma que a medida tem forte impacto sobre o processo de ensino-aprendizagem e que não houve discussão pública sobre sua validade, especialmente na rede estadual de ensino. Para ela, da maneira como está redigido o texto, a aula semipresencial é apenas um subterfúgio para a realização do modelo a distância. “Se estivesse proposto 20% a mais de aulas no modelo a distância, poderia ser interessante, mas da maneira que está, com certeza não é”, vaticina.
Mas há quem veja na deliberação uma oportunidade para o uso do modelo a distância e o defenda. Para Mauro de Salles Aguiar, diretor-presidente do paulistano Colégio Bandeirantes e também membro do Ceesp, a educação a distância não deve substituir o ensino presencial, mas, se for bem desenvolvida, com metodologia própria, tem potencial para atrair o estudante. “Pode aproximar a escola da realidade do aluno”, defende Aguiar, para quem as aulas de redação e reforço, por exemplo, podem ser aplicadas pelo modelo, especialmente em cidades como São Paulo, onde minimizariam problemas de deslocamento causados pelo trânsito. Atualmente, o Colégio Bandeirantes, particular, já ministra algumas aulas a distancia, como aquelas de disciplinas com atividades laboratoriais, em que os alunos ganham kits para fazer experiências em casa e enviam os resultados pela internet.
Para Cesar Callegari, houve pressão dos colégios privados na homologação da medida, segundo ele em função de uma possível redução de custos. “E aí há outro equívoco, já que a escola deve ser vista sempre como uma base de investimento, não de custos”, afirma. Mauro Aguiar rebate, dizendo que a EAD pode gerar mais gastos do que o modelo presencial, pois utiliza recursos adicionais, tanto tecnológicos como para a formação docente. “É necessária uma grande estrutura, com internet rápida, computadores atualizados. Isso é mais caro do que uma aula convencional”, assegura. O Colégio Bandeirantes, por exemplo, deverá estender a oferta de EAD de acordo com as possibilidades previstas pela deliberação, mas ainda não tem data definida para isso.
Educação e socialização
Como a nova legislação permite que o aluno fique em casa uma parte do tempo em que estaria nas dependências da escola, as maiores críticas se referem a uma possível perda na formação social dos jovens. Para César Callegari, ao apresentar essa norma o Ceesp suprime um direito dos jovens, já que a escola é também um local em que o indivíduo dessa faixa etária desenvolve valores essenciais, como a elaboração e criação coletiva de estratégias afetivas. “A escola é o ambiente propício para que o jovem experimente a diversidade como condição social, cultural e estrato ideológico. Essa diversidade deve ser experimentada de maneira táctil. A distancia, não se faz isso”, defende.
Mauro Aguiar entende que quanto mais novo, mais importante o convívio do aluno com os colegas. Mas não vê prejuízo ao processo de socialização. “Cursar uma parte a distância não significa que o aluno não pode discutir com professores e colegas o que foi desenvolvido. As relações vão continuar. Além disso, há um estímulo à sua autonomia, pois não há a presença do professor o tempo todo”, avalia.
O professor adjunto da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Josias Ricardo Hack, coordenador do curso a distância de letras da universidade e membro da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), concorda com a idéia do estímulo à autonomia. Para ele, no início da universidade, o aluno costuma ser muito dependente do professor. A educação a distância funcionaria, assim, como um fator de incentivo e desenvolvimento do autodidatismo, requisito valorizado pelo mercado de trabalho.
No entanto, Hack entende que essa alternativa funcionaria plenamente apenas na educação de adultos. “É importante o adolescente ir à escola, afinal não podemos compreender o processo de aprendizagem como algo solitário. Solidão é diferente de autonomia. E esse espaço é importante para a socialização, permite uma reflexão das relações. Quando falamos de jovens, temos de entender que são pessoas ainda desenvolvendo esse aspecto”, acredita. Sua sugestão é de que os conteúdos e práticas a distância adotados no ensino médio o sejam apenas como complemento à carga horária atual, e não introduzidos como uma porcentagem desse total, o que subtrairia ao aluno tempo de convívio.
Carlos Luís Gonçalves, doutor em educação pela PUC-SP e diretor de uma unidade da Escola Pueri Domus, também em São Paulo, respeita as objeções de educadores à alternativa, mas acredita que desconhecem as possibilidades das novas tecnologias e não se fundamentam na realidade do aluno do ensino médio. “O fato de uma parte da carga horária ser a distância não dificulta a socialização dos adolescentes. Eles já estão freqüentando a escola desde os 6 anos e toda essa troca de relações já está encaminhada. Além disso, os alunos de hoje estão acostumados com novas formas de adquirir conhecimento, enquanto as escolas estão defasadas em relação a isso, utilizam métodos ultrapassados. Não há nada mais anacrônico do que uma aula expositiva, por exemplo”, afirmou.
Gonçalves lembra que muitas universidades já têm cursos a distância e seria uma vantagem para o aluno sair do ensino médio com alguma experiência no modelo. O maior desafio, porém, é garantir a boa formação do professor. “Os alunos precisam de uma boa orientação, para a aula não se tornar um “copia e cola” de sites da internet. E a chave disso é o professor, que precisa estar muito preparado para lidar com a nova tecnologia. Assim, pode utilizar com propriedade essa ferramenta e agregar qualidade à educação”, conclui. Resta saber se a realidade do aluno evocada por Gonçalves é tão uniforme quanto sua fala dá a entender.
O que diz a deliberação
A Deliberação 07/2008 do Conselho Estadual de Educação/SP “estabelece orientações para a organização e distribuição dos componentes do ensino fundamental e médio do sistema de ensino do Estado de São Paulo”. Em seu artigo 4º prevê o seguinte:
Art. 4º - No ensino médio, quaisquer componentes curriculares poderão ser trabalhados na modalidade semipresencial.
§ 1º - Considera-se modalidade semipresencial quaisquer atividades didáticas, módulos ou unidades de ensino centrados na auto-aprendizagem e com a mediação de recursos didáticos organizados em diferentes suportes de informação que utilizem tecnologias de informação e comunicação remota.
§ 2º - O limite máximo para oferta de componentes curriculares nesta modalidade é de 20% do total de horas destinadas ao curso.
Conselhos em conflito
O Brasil tem, hoje, 9,6 mil escolas públicas com acesso rápido à internet, de acordo com dados da Secretaria de Educação a Distância (Seed). No total, são 198,3 mil escolas de Educação Básica, das quais 165,8 mil públicas. Além dos cursos ofertados para o ensino superior, segundo o decreto federal 5.622, que dispõe sobre a educação a distância no país, apenas o ensino médio técnico e a Educação de Jovens e Adultos (EJA) podem ter programas de formação completa nessa modalidade. Nos ensinos fundamental e médio, a opção só vale em casos de complementação de aprendizagem ou em situações emergenciais.
Para promover a inclusão digital, o Ministério da Educação (MEC) criou programas que financiam a estrutura de laboratórios de informática, como o Programa Nacional de Tecnologia Educacional (ProInfo), ou que introduzem as Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) somente como ferramenta de apoio no processo de educação. É o caso do e-ProInfo e do Rede Interativa Virtual de Educação (Rived). No Estado de São Paulo também há programas de inclusão, como o Acessa Escola e o Professor em Rede. Mas, por enquanto, nenhum destinado a formar alunos do ensino médio. Sobre a nova deliberação, a Secretaria de Estado da Educação informa, por meio de sua assessoria de imprensa, que não pretende adotá-la. No entanto, planeja implementar, sem data definida, atividades de complementação de estudo no modelo a distância.
Contradição
Para o presidente do CNE, Cesar Callegari, há contradição evidente entre o decreto federal e a deliberação estadual, o que cria um obstáculo para que a norma entre em vigor, além de dar base para uma intervenção jurídica. Além disso, a norma alteraria a jornada presencial indicada pela Lei de Diretrizes e Bases (LDB), como crê Maria Izabel Noronha, da Apeoesp.
Arthur Fonseca, do Ceesp, contrapõe outro argumento a estes: ele lembra que, de acordo com o artigo 80 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, programas que incentivam a EAD devem ser desenvolvidos em todos os níveis de ensino. Outro defensor da modalidade, Mauro Aguiar, do Colégio Bandeirantes e membro do Conselho Estadual de Educação de São Paulo, não vê contradição entre as legislações, mesmo que a nova norma interfira na carga horária presencial. Afinal, os alunos não deixarão de ir à escola, diz ele. Em sua opinião, as reações contrárias à nova legislação acontecem especialmente porque o CNE tem procurado centralizar as decisões relativas à questão. De fato, esta não é a primeira visão divergente entre os conselhos nacional e estadual de São Paulo: no ano passado, as instituições polemizaram acerca da implantação obrigatória das disciplinas de sociologia e filosofia no ensino médio. Na época, o Ceesp se recusara a acatar resolução do CNE sobre a matéria.
Fonte: www.cmconsultoria.com.br
22/01/09
01/19/2009 | 17:35 | Aluno, Geral, Notícias
O novo acordo ortográfico foi assinado em Lisboa no dia 16 de dezembro de 1990, por Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e, posteriormente, por Timor Leste.
No Brasil, o Acordo foi aprovado pelo Decreto Legislativo nº 54, de 18 de abril de 1995.
Esse Acordo é meramente ortográfico; portanto, restringe-se à língua escrita, não afetando nenhum aspecto da língua falada, tem o objetivo de sincronizar a ortografia de todos os países que falam português, acabando com as diferenças existentes entre eles.
O filósofo Antonio Houaiss defende que: “ A existência de duas grafias oficiais acarreta problemas na redação de documentos em tratados internacionais e na publicação de obras de interesse público”.
A partir de 2009, o Brasil adota a nova ortografia e, entre 2010 e 2011, será o período de transição, onde tanto a ortografia antiga quanto a nova serão aceitas e, a partir de 2012, somente a nova ortografia será aceita. No Brasil, somente 0,6% (aprox) das palavras serão afetadas.
RESUMO:
- ALFABETO: 26 letras (inclui K, W, Y)
- TREMA: deixa de existir
- HÍFEN:
Não será mais usado nos seguintes casos:
Quando o primeiro elemento termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente (Ex: extra-escolar será escrito como) “extraescolar”;
Quando o segundo elemento começar com r ou s. Nesse caso, a primeira letra do segundo elemento deverá ser duplicada (Ex: anti-semita e contra-regra serão escritos como “antissemita” e “contrarregra”;
Outra regra para o hífen é a de incluí-lo onde antes não existia, nos casos em que o primeiro elemento finalizar com a mesma vogal que começa o segundo elemento (ex: microondas e antiinflamatório serão escritos como “micro-ondas” e “anti-inflamatório”.
- ACENTO DIFERENCIAL
Não se usará mais o acento para diferenciar:
“pêra” (substantivo - fruta) e “pera” (preposição arcaica)
“péla” (flexão do verbo pelar) de “pela” (combinação da preposição com o artigo)
“pára” de “para” (preposição)
“pêlo” de “pelo” (combinação da preposição com o artigo)“pólo” (substantivo) de “polo” (combinação antiga e popular de “por” e “lo”)
- ACENTO CIRCUNFLEXO
Deixará de existir em:
palavras que terminam com hiato “oo” (Ex: vôo e enjôo serão escritos como “voo” e “enjoo”)
terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos dar, ler, crer e ver (ex: Lêem, vêem, crêem e dêem serão escritos como “leem”, “veem”, “creem” e “deem”)
- ACENTO AGUDO
Será abolido em palavras terminadas com “eia” e “oia” (ex: idéia e jibóia serão escritos como “ideia” e “jiboia”.
Nas palavras paroxítonas, com “i” e “u” tônicos, quando precedidos de ditongo. Exemplos: “feiúra” e “baiúca” passam a ser grafadas “feiura” e “baiuca”
Nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i”. Com isso, algumas poucas formas de verbos, como averigúe (averiguar), apazigúe (apaziguar) e argúem (arg(ü/u)ir), passam a ser grafadas averigue, apazigue, arguem.
Para ver mais, acesse o link: nova-ortografia-da-lingua-portuguesa.doc
Fontes:
- GUIA PRÁTICO DA NOVA ORTOGRAFIA. Michaelis.Guia Reforma Ortografica. Douglas Tufano. Editora Melhoramentos Ltda. Agosto 2008.
- Nova Escola, edição especial. Manual da Nova Ortografia. Fundação Victor Civita. Distribuída Dinap S.A. São Paulo. Agosto 2008
- Portal Nova Ortografia da Língua Portuguesa. www.novaortografia.com
Acesso: 19/01/09
01/15/2009 | 15:52 | Geral, Notícias
O Brasil será um dos participantes do encontro internacional promovido pelo governo de Portugal para reformular o sistema nacional de educação a distância (EAD). O secretário de Educação a Distância do Ministério da Educação, Carlos Eduardo Bielschowsky, é um dos cinco convidados internacionais para integrar uma comissão de avaliação do sistema português. Também estarão presentes representantes da Alemanha, Espanha, Reino Unido e Canadá. Segundo informações do MEC, a implantação do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) servirá de modelo no evento. A UAB está destinada principalmente à capacitação de professores da rede pública de ensino. O programa do governo brasileiro visa expandir e interiorizar a oferta de cursos de educação superior por meio da educação a distância. Atualmente, há cerca de 450 pólos da UAB espalhados por todas as regiões do país, ofertando cursos de 74 instituições públicas de ensino superior. Durante o painel, a comissão vai elaborar um relatório com recomendações para a reforma na legislação da educação superior a distância portuguesa. As propostas serão baseadas em estudos feitos pela Universidade Aberta de Portugal e em discussões com outros especialistas no setor.
Serão consultados ainda representantes do governo português, sindicatos, associações, pesquisadores, estudantes e professores.
http://wnews.uol.com.br/site/noticias/materia.php?id_secao=4&id_conteudo=12439
13/01/09
| 15:51 | Geral, Notícias
Executivo da Unopar acredita que mercado de EAD deve registrar crescimento de 20%
O ensino a distância (EAD) cresce ano a ano. Em 2009, com os anúncios de demissões e número menor de empregos, muitas pessoas sentem-se estimuladas a investir em educação, garante o coordenador pedagógico da Unopar EAD Campinas, Fileto de Albuquerque. Ele acredita que o EAD deva crescer mais de 20% este ano.
“Este tipo de ensino consegue suprir a necessidade e a vontade de formação a custo acessível - muitas vezes 50% mais barato do que os tradicionais. Muitos irão investir em segunda graduação ou mesmo em pós-graduação por receio de perder o emprego e o EAD aparece como boa opção, por ser mais barato e ter a mesma validade e qualidade dos cursos tradicionais”, explica.
De acordo com a edição 2008 do Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância (AbraEAD), mais de 2,5 milhões de brasileiros estudaram em cursos a distância no ano de 2007, o que representa um em cada 73 estudantes. Pela primeira vez há mais estudantes inscritos em cursos de graduação do que de especialização nessa modalidade, de acordo com o AbraEAD.
http://www.callcenter.inf.br/capacitacao/default.asp?pag=matintegra&matID=34424
13/01/09
01/13/2009 | 16:27 | Geral, Notícias

12/08/2008 | 10:43 | Geral, Notícias
No dia 9 de novembro de 2008 o ENADE avaliou as áreas de Arquitetura e Urbanismo, Biologia, Ciências Sociais, Computação, Engenharia, Filosofia, Física, Geografia, História, Letras, Matemática, Pedagogia e Química e os Cursos Superiores de Tecnologia em Construção de Edifícios, Alimentos, Automação Industrial, Gestão da Produção Industrial, Manutenção Industrial, Processos Químicos, Fabricação Mecânica, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Redes de Computadores e Saneamento Ambiental.
O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) é um dos procedimentos de avaliação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). O Enade é realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao Ministério da Educação, segundo diretrizes estabelecidas pela Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (Conaes), órgão colegiado de coordenação e supervisão do Sinaes.
É objetivo do Enade é acompanhar o processo de aprendizagem e o desempenho acadêmico dos estudantes em relação aos conteúdos programáticos previstos nas diretrizes curriculares do respectivo curso de graduação, suas habilidades para ajustamento às exigências decorrentes da evolução do conhecimento e suas competências para compreender temas exteriores ao âmbito específico de sua profissão, ligados à realidade brasileira e mundial e a outras áreas do conhecimento. Seus resultados poderão produzir dados por instituição de educação superior, categoria administrativa, organização acadêmica, município, estado e região. Assim, serão constituídos referenciais que permitam a definição de ações voltadas para a melhoria da qualidade dos cursos de graduação, por parte de professores, técnicos, dirigentes e autoridades educacionais.
Para conferir as PROVAS e GABARITOS do ENADE 2008, clique no link abaixo
http://www.inep.gov.br/superior/enade/2008/resultados.htm
Fonte: Site INEP http://enade.inep.gov.br
Data: 08/12/09
11/27/2008 | 11:32 | Geral, Notícias
Muita gente pensa que o curso tecnológico é um curso de nível técnico. Não é. Por lei, o curso tecnológico tem nível superior – embora sua duração seja de dois a três anos. Seu objetivo é o de formar especialistas em determinadas áreas.
Especialistas como Amanda de Oliveira. Ela não é médica, nem enfermeira. Mas cuida de vidas. Formada pela Faculdade de Tecnologia de Sorocaba (Fatec), no interior de São Paulo, a jovem de apenas 23 anos é responsável pela manutenção das máquinas de hemodiálise de um hospital da cidade.
“Aos 21 anos, eu estava formada e empregada”, conta a tecnóloga em saúde Amanda de Oliveira.
Os cursos tecnológicos estão atraindo mais interessados a cada ano.
“Mais de 10% dos alunos matriculados em cursos superiores no Brasil já estão fazendo cursos tecnológicos. É uma explosão, realmente. Hoje, estamos passando por um apagão de mão-de-obra. Temos uma falta de profissionais especializados para os próximos anos. O curso tecnológico forma o profissional mais rapidamente para o mercado de trabalho“, diz o especialista em cursos de Tecnologia, Fabiano Caxito.
“Eu queria que o emprego me procurasse, não eu correr atrás de um emprego. E foi o que aconteceu”, conta o tecnólogo em mecânica Leonardo de Carvalho.
Essa é a parte clara da questão. Agora, vamos à zona cinzenta. Muitos tecnólogos reclamam que as empresas, ao selecionar os candidatos, não estão dando ao tecnólogo o mesmo valor que dão ao bacharel.
O professor Fabiano Caxito fez uma pesquisa em 350 empresas de São Paulo para investigar a aceitação do tecnólogo no mercado de trabalho: “Existe ainda um grande desconhecimento por parte do profissional de recursos humanos sobre o que é o curso tecnológico”, aponta.
Na disputa conta um candidato que estudou em uma faculdade convencional, às vezes o tecnólogo sai perdendo.
“Se os dois candidatos não tiverem nenhuma experiência profissional anterior, ainda há uma escolha pelo bacharel”, diz o professor Fabiano Caxito.
O curso de tecnólogo não é recomendável para quem está há muito tempo em uma área e deseja partir para outra área, completamente diferente. Por exemplo: alguém trabalhou sete anos na área financeira e quer fazer um curso de gestão de marketing. Em uma situação assim, o diploma pesará pouco, porque a empresa sempre dará preferência a candidatos com experiência anterior em marketing.
O curso de tecnólogo também não é recomendável para jovens que estejam em dúvida quanto à carreira que desejam seguir. Nesse caso, o curso iria reduzir o leque de opções futuras de emprego. Seria melhor o jovem optar por um curso mais generalista, como economia ou administração.
Mas o curso tecnológico é altamente recomendável para quem já desempenha uma determinada função e deseja saber mais sobre ela. Aí sim o diploma vai se somar à experiência prática e melhorar muito o currículo.
É o caso de Maurício Alves e Eduardo Duarte. Os dois já eram técnicos em mecânica, estavam empregados e resolveram se especializar na Fatec. Hoje, ocupam cargos importantes em uma indústria de autopeças de Sorocaba.
“Sou responsável por uma linha de usinagem dentro da empresa”, conta Maurício Alves.
“Durante o curso, tive a oportunidade de viajar duas vezes para Europa e Canadá. A grande maioria dos meus colegas está empregada. Quem não está em empresa privada, hoje trabalha por conta própria e está muito bem”, comenta Eduardo Duarte.
Finalmente, existem cursos tecnológicos bons e outros não tão bons. Por isso, primeiro, o interessado deve verificar se o curso é reconhecido, no site do Ministério da Educação. Depois, deve avaliar se a instituição de ensino tem renome no mercado de trabalho. Isso também pesa bastante.
“Acho que a aceitação do curso tecnológico vai aumentar muito”, aposta Fabiano Caxito.
“Foi a melhor decisão possível. Eu estava no lugar certo, na hora certa, com o curso certo nas mãos”, avalia a tecnóloga em saúde Amanda de Oliveira.
Em resumo, a diferença entre um curso superior de cinco anos e um curso tecnológico é o tamanho do alvo. No mercado de trabalho, quem faz um curso mais longo poderá mirar em vários setores do alvo. Quem faz o curso tecnológico terá que acertar na mosca.
Fonte: Fantástico dia 23/11/08
http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/1,,MUL872880-15607,00.html
Acesso: 27/11/08
Para ler a pesquisa completa do professor Fabiano Caxito clique no link abaixo:
pesquisa-tecnologos-fantastico.doc
11/24/2008 | 12:07 | Geral, Notícias
Aconteceu nos dias 18 e 22 de novembro de 2008 as comemorações de conclusão de curso das turmas de Tecnologia da Uninter de Lençóis Paulista.
Veja a notícia e as fotos do Evento:
http://www.uninterlencoispaulista.com.br/uninter-lencois-paulista-comemora-formatura-de-cursos-tecnologicos/
11/12/2008 | 12:40 | Geral, Notícias
Nos dias 10 e 11 de novembro, nos pólos da Uninter de Lençóis Paulista e Bauru foi ministrada a Palestra “As cem linguagens da criança – Universo da Abordagem Reggiana” ,ministrada por Luciana Sobral Pires (Pedagoga, Pós-Graduada em Gestão Escolar, Presidente da OMEP/BR/SP/LN) que na ocasião estava em visita á cidade de Bauru para rever parentes e amigos. A palestrante tem o foco no Universo Reggiana (reggio children) conhecido internacionalmente como a melhor educação infantil do mundo que enxerga a criança como protagonista de seu conhecimento e entende que o espaço é o terceiro educador, através desse conceito pesquisa e documenta todo o processo de ensino aprendizagem, mostrando ao mundo as cem linguagens da criança que existem. As palestra foi ministrada para alunos de pedagogia e interessados.




Ana Paula Sobral (Comercial), Gestor Rafael Sanchez, Tutor Renato, Tutora Nanci e Palestrante Luciana Pires.
11/04/2008 | 11:06 | Geral, Notícias
No dia 1º de novembro, aconteceu no Anfiteatro do SEST SENAT a Palestra “Auto-Conhecimento e Desenvolvimento como ferramentas de facilitação do processo de aprendizagem” foi realizada pelo Grupo Educacional Uninter- Pólo Bauru, ministrada pela Profª Regina Maria Vidotti da Integrale Sistema de Ensino e contou com a presença de estudantes de pedagogia e professores que vieram inclusive de Lençóis Paulista e Pederneiras doaram 1 litro de leite longa vida para ser revertido á uma instituição.
Na ocasião foi trabalhado com os participantes a importância de identificar nossas potencialidades a fim de ajudar-nos a descobrir como melhor educar através da conscientização de nossas habilidades e de nossas diferenças.
Com foco interativo, os participantes foram inseridos no tema abordado através de momentos de auto-análise e de atividades em grupo, inclusive com apresentações.
A conclusão reflexiva da facilitadora pode amarrar o tema e trazer uma maior análise de que somos importantes independentemente de nossas qualidades e defeitos, basta que saibamos respeitá-las.
Abaixo, momentos do evento:
Atividades Individuais

Atividades em Grupo 

Apresentações 

Conclusão

Gestor Rafael Sanchez, Tutora Telma (Pólo Lençóis Paulista), Palestrante Profª Regina Vidotti, Tutora Sibele (Pólo Pederneiras), Coordenadora Pedagógica Cintia Lambertini e Tutora Nanci (Pólo Bauru)
10/23/2008 | 12:00 | Geral, Notícias
FESTA DA CIÊNCIA NO ZOOLÓGICO
Semana Nacional de C&T 2008 - Evolução & Diversidade
Aconteceu na sexta-feira, dia 24 de outubro, a Festa da Ciência no Zoológico Municipal de Bauru. Durante todo o dia, a população pode ver de perto e participou de forma interativa dos mais espetaculares experimentos científicos e tecnológicos produzidos pela comunidade científica bauruense. Robôs, vulcões, carros futuristas, satélites, softwares interativos e uma centena de experimentos esquisitos, coloridos e educativos fizeram parte das atrações.
GRUPO EDUCACIONAL UNINTER esteve presente e tratou a evolução da humanidade juntamente com a evolução da educação até chegar no Ensino à Distância, que embora aparentemente seja um novo modelo de ensino é uma das maneiras mais antigas de educação, a mostra contou também contou com a participação de várias instituições como: UNESP, FAAC/UNESP, ANHANGUERA, USC, FIB, IESB/PREVÊ, SESI, POLICIA AMBIENTAL DE BAURU, ESCOLA VIVER, IPEM, FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTECÁRIOS, FEBAB,IPMET , JORNAL DA CIDADE, USP, INSTITUTO LAURO DE SOUZA LIMA (ILSL), TVUSC, SEST/SENAT E AUTOTRAC, BOMBEIROS, CIA. CAMARIM / OS COLAÇOS, MOSTRA VER CIÊNCIA - PARCERIA SCIENCENET, FUNCANAL, HIBRIS E KAIZEN, CANIL DA POLÍCIA MILITAR.
Na oportunidade também ocorreram saltos de pára-quedas com o recordista mundial PAULO ASSIS da SKY RADICAL que deu a oportunidade dos estudantes testemunharem uma atividade esportiva totalmente fundamentada nas leis da física.
A Promoção foi do Departamento de Popularização de C&T do Ministério da Ciência e Tecnologia, Comissão de Difusão de C&T-Bauru, Zoológico Municipal e comunidade científica de Bauru.
O evento foi um sucesso!!!!!
Site oficial da Semana Nacional da Ciência e Tecnologia:
http://semanact.mct.gov.br/
Em anexo, a apresentação em power point ”Evolução da Educação e da Humanidade” apresentada pela UNINTER no estande da Feira.
semana-nacional-ciencia-e-tecnologia.ppt
10/01/2008 | 16:14 | Geral, Notícias
O Grupo Uninter recebeu na 8ª edição do Prêmio Imagem o ”Destaque Especial: Faculdade para Adultos”. Quem recebeu a premiação foi Rafael Sanchez, Gestor dos pólos de Lençóis Paulista/SP, Bauru/SP e Pederneiras/SP.
No sábado, 6 de setembro, em uma noite de gala, 105 ganhadores do Prêmio Imagem, receberam a placa de distinção conferindo esta importante conquista para aqueles que sempre investiram para tornar seus negócios, além de rentáveis, melhores a cada dia.
Esta festa coroou o trabalho de empresas e empresários que acreditam em seus negócios, e por isso foram lembrados pelos lençoenses na pesquisa de opinião realizada em junho/08 pela agência H3D.
A premiação foi realizada no belo salão de festas do Clube Esportivo Marimbondo da cidade de Lençois Paulista/SP.
Rafael Sanchez- Gestor dos Pólos de Lençóis Paulista, Bauru e Pederneiras
06/17/2008 | 14:07 | Geral, Notícias
Quais as diferenças entre:
MESTRADO, DOUTORADO E ESPECIALIZAÇÃO
Importante passo na vida de qualquer pessoa, atingir o mais alto grau da educação formal no Brasil é um grande desafio. Para ter uma idéia, o número de alunos matriculados no mestrado e doutorado não passa de 0,51% da população.
Para saber qual a escolha mais certa na hora de buscar um aperfeiçoamento, veja as principais diferenças:
Os cursos de pós-graduação no Brasil são divididos em dois grupos:
Lato sensu - Estão classificados neste grupo os cursos de extensão/ aperfeiçoamento e os de especialização.
Stricto sensu - São os cursos de mestrado profissionalizante, mestrado e doutorado.
Os índices
A partir de 1991, houve um crescimento do número de alunos no mestrado e doutorado, atingindo um total de aproximadamente 87 mil matrículas. Nos últimos 15 anos, o volume de estudantes matriculados no mestrado cresceu quase 80%, enquanto no doutorado as matrículas triplicaram.
Dissertação e Tese
Dissertação - Estudo aprofundado sobre um campo do saber.
Tese- Estudo que deve trazer algo de novo para um campo do saber, como, por exemplo, uma nova teoria ou um novo tratamento de doenças.
Stricto Sensu:
Mestrado Profissionalizante
Curso menos teórico que o acadêmico e voltado para o mercado de trabalho. O aluno deve apresentar uma dissertação - monografia - em forma de projeto ou estudo de caso para obtenção de titulação.
Mestrado Acadêmico
Pós-graduação voltada para o ensino e a pesquisa. Oferece o título de mestre em determinado campo do saber, portanto é um curso direcionado para quem deseja lecionar. São cursos que exigem proficiência em outra língua, além do português, usualmente o inglês. Para obtenção do título é necessária a preparação de dissertação.
Doutorado
Curso voltado para a formação de pesquisadores, dedicado exclusivamente à vida acadêmica e que busca o aprofundamento intenso em determinado campo do saber. Para obtenção do título é obrigatória a defesa de tese.
Custos da Pós-Graduação
Os cursos de mestrado ou doutorado são oferecidos pelas instituições de ensino mais tradicionais do mercado. Há opções tanto em escolas públicas quanto particulares. As escolas públicas não cobram pelo curso, enquanto nas escolas particulares os valores variam entre R$ 300 e R$ 900, dependendo do número de créditos cursados. Mas fique atento: algumas instituições fornecem bolsas de estudo.
PHD
O Pós Doutorado (PHD) é uma forma de permitir ao pesquisador atualizar, consolidar ou ampliar seus conhecimentos ou, ainda, rever sua pesquisa. Esse trabalho é feito com um grupo de pesquisa consolidado na área de especialização do candidato. O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), um dos órgãos que concedem bolsas para o financiamento dessas pesquisas, estabelece uma série de exigências para concessão dessas bolsas. Além do título de doutor, o pesquisador deve se dedicar integralmente ás atividades na instituição de destino.
Lato sensu:
Especialização
Curso com carga Horária superior a 360 horas/aula. Destinado ao aperfeiçoamento profissional, tem uma abordagem específica. Para Obter o diploma de especialista, o aluno de apresentar, ao final do curso, uma monografia ou um trabalho de conclusão de curso (TCC)
MBA Júnior
O MBA Júnior é destinado as pessoas que estão saindo da universidade e precisam associar o conhecimento teórico á pratica profissional. Algumas instituições oferecem estes cursos em dois anos- um deles quando o aluno ainda está no último período da graduação.
MBA
Destinado a profissionais de diversas áreas interessados em aprofundar seus conhecimentos na área de gestão empresarial. a diferença dos cursos de especialização está na metodologia adotada, uma vez que a MBA abrange várias áreas do conhecimento. Os MBAs norte- americanos equivalem a um curso de mestrado, por se enquadrarem na categoria stricto senso.
Há diversos cursos de Master in Business Administration no Brasil, mas nem a qualidade e o reconhecimento variam muito entre eles.
Ganhos
Observando-se os dados dos dez melhores MBAs brasileiros, verificamos que a média salarial dos participantes subiu algo como 33% depois de concluído o curso.
Fonte:
Gazeta do Povo OnLine http://canais.rpc.com.br/posgraduacao/noticias/conteudo.phtml?id=426358 Acesso em: 17/06/08
Folha OnLine http://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/ult10037u364496.shtml Acesso em: 17/06/08
06/10/2008 | 14:27 | Geral, Notícias
OS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
NO CONTEXTO LATINO-AMERICANO
Daniel Luzzi (dluzzi@cidadeinternet.com.br)
Andrea Luswarghi ( andrealus@brasilnet.net)
Site: http://www.abed.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=4abed&infoid=133&sid=116 (Associação Brasileira de Educação a Distância-ABED)
Acesso em: 10/06/08
RESUMO
A educação a distância na região vem experimentado um crescimento sem precedentes no último decênio; no entanto, esta explosão acontece em detrimento da qualidade da oferta educativa e, dessa maneira, tem gerado a desvalorização das certificações outorgadas em cursos a distância.
Este é o desafio que educadores e organizações educativas latino-americanas, governamentais e privadas, devem enfrentar para estar a altura das demandas de aprendizagem que crescem vertiginosamente na contemporânea Sociedade da Informação.
INTRODUÇÃO
Vivemos hoje em uma sociedade de aprendizagem. A cultura atual nos demanda formação permanente e reciclagem profissional, alcançando a todos os âmbitos produtivos, como conseqüência, em boa medida, de um mercado de trabalho complexo, mutável, flexível e inclusive imprevisível, junto a um acelerado ritmo de mudança tecnológica, que nos obriga a estar aprendendo sempre coisas novas.
No entanto, esta cultura de aprendizagem avança para além dos espaços educativos formais, como expõe Pozo (1996), a aprendizagem acontece “não só ao largo de toda a nossa vida, senão durante a extensão de cada dia”. Assim, nossas necessidades de aprendizagem não só estão relacionadas ao âmbito profissional, já que nos dedicamos a adquirir conhecimentos culturalmente relevantes para nossa inserção social, como são por exemplo os estudos de idiomas ou informática.
Além disso, nossa interação quotidiana com a tecnologia nos obriga a adquirir novos conhecimentos: aprender a manejar automóveis, caixas eletrônicos, máquinas expedidoras de passagens, máquinas automáticas de bebidas, televisores sofisticados, computadores etc. Assim mesmo, existem outras necessidades de aprendizagem ligadas ao ócio. Quando acabamos de aprender todo o anterior, aprendemos a nadar, a esquiar, a tecer, a pintar, a dançar, a cantar, a jogar cartas, xadrez, a tocar algum instrumento etc.
Sem lugar a dúvidas, vivemos em uma sociedade de aprendizagem. Esta demanda de aprendizagens contínuas e massivas é uma das características que definem a sociedade atual. Mas não se trata apenas de aprender muitas coisas, senão de aprender coisas diferentes e em um tempo escasso, dado o grande volume de informação que devemos processar, e a velocidade de mudança e inovação, que nos exige o aperfeiçoamento constante ao longo de toda a vida.
Por isso a UNESCO, desde o início da década de 70, tem investido na necessidade de colocar em prática o conceito de educação permanente, a fim de gerar sistemas que possam responder à necessidade permanente de aprendizagem que a sociedade atual exige de seus cidadãos.
Na busca de uma solução eficaz aos desafios propostos pela atual sociedade às organizações educacionais, surge a revalorização das modalidades de educação semi-presencial e a distância. Estas modalidades educativas começam a se desenvolver em sua terceira geração, onde os recursos das mídias tradicionais - texto, áudio e vídeo – são potencializados a partir de sua fusão na internet.
Esta poderosa mídia digital otimiza e barateia a distribuição de informação áudio-visual e textual, abrindo inúmeras alternativas educativas e surgindo como alternativa para responder ao escasso tempo de que as pessoas dispõem; à dificuldade de deslocamento no tráfego dos grandes centros urbanos; e à impossibilidade de contar com os especialistas necessários em cada região para estruturar cursos e programas de alta qualidade.
Neste sentido é que a educação a distância passa a ter um papel determinante no processo de formação e atualização de profissionais e cidadãos, que hoje possuem uma dupla cidadania: a específica de seus países e uma cidadania mais ampla, em construção, que implica ser cidadão da região e do mundo.
O DESCRÉDITO EM EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
No entanto, os programas de educação a distância sofrem, “em alguns países, de uma escassa credibilidade e igualdade de reconhecimento e valorização dos títulos obtidos”, tal como enuncia a UNESCO, “historicamente falando, a maioria dos países têm tido experiências com programas e instituições de baixa qualidade, o que implica em uma pobre reputação desta forma de estudo”.
Na região latino-americana, a educação a distância se viu submetida a numerosos questionamentos, derivados por um lado, das tristes experiências de pessoas que, sem parâmetros para selecionar ou eleger, caíram presas de comerciantes sem ética, que vendem “cursos a distância” e, em realidade, entregam livros on line, materiais escritos com os quais os alunos, sozinhos, não têm condições de aprender.
Por outro lado, estes programas têm sido questionados pela crença dos planejadores de que um curso a distância se faz transformando uma aula presencial em um módulo escrito acompanhado de exercícios, quando na realidade, a “produção” de um bom curso a distância deve ter em conta, as necessidades do público a quem vai direcionado, e a partir delas a produção de metodologias pedagógicas, estratégias e recursos didáticos, mídias e softwares, realizados por uma equipe interdiciplinar, formada de professores (expertos em conteúdos), pedagogos, comunicadores e especialistas em informática.
Muitos planejadores pecam por não reconhecer que a educação a distância não pode tentar traduzir com novas tecnologias os tradicionais paradigmas pedagógicos, mas requer novas aproximações didáticas e inovação no usos das tecnologias de comunicação e informação disponíveis, considerando a complexidade do processo de ensino-aprendizagem.
Outros por não compreender que a necessidade de “aprender a aprender” é outra das características que definem a cultura de aprendizagem, dado que temos que aprender temas variados e complexos e aplicá-los a contextos diversos, que se mantém em evolução permanente. Por isso, em virtude da diversidade de necessidades de aprendizagem, é inadequado continuar com a idéia simplificadora de que uma única educação, teoria ou modelo de aprendizagem possa dar conta desse desafio.
Outra das dificuldades encontradas, e na qual também se fundamenta a forte evasão desta modalidade educativa, que gira entre 60% e 90%, se refere aos cursos organizados por prestigiosas instituições internacionais, que oferecem pacotes educativos globais com uma grave descontextualização de conteúdos e metodologias. Ou seja, pela escassa atenção prestada às características concretas que apresentam os sujeitos de aprendizagem, produzindo uma massificação conceitual que não responde às necessidades dos alunos, formando profissionais que não possuem os conhecimentos necessários para sua (re)inserção no mercado de trabalho de seus países de origem.
Outro dos problemas mais comuns em programas de educação a distância é a escassa comunicação promovida entre alunos, tutores e professores, que gera isolamento e empobrecimento no tratamento da informação, falta de motivação e limita o potencial de transferência dos conhecimentos à prática, a outras realidades ou problemas.
UMA NOVA VISÃO
Uma resposta à complexidade dos processos de formação de recursos humanos que a sociedade atual demanda, depende da criação estratégica de um espaço de produção e difusão de conhecimentos atualizados, em linguagens didáticas, através do uso de todo o potencial das novas tecnologias de comunicação e informação. Aí reside a inovação e a excelência de programas e cursos a distância.
Uma oferta educativa que se constitua a partir do diagnóstico das necessidades de formação da população alvo e de suas características culturais, elemento central do planejamento educativo e das estratégias de comunicação.
Que se caracterize pela elaboração de materiais diversos e adaptados a cada uma das realidades em que se desenvolvem as atividades educativas, não só no que diz respeito à elaboração de conteúdos conceituais, senão também às experiências de aprendizagem e às atividades de cada um dos módulos que compõem o curso ou programa.
Uma estratégia pedagógica dinâmica, é dizer, com programas que sejam atualizados permanentemente, respondendo ao acelerado ritmo de mudança da sociedade do conhecimento e do mercado de trabalho atual, superando assim o anacronismo em que, cedo ou tarde, caem os conteúdos e programas dos sistemas presenciais.
Uma sólida estrutura tecnológica/comunicacional que seja articulada por uma estratégia pedagógica, que considere que toda ação desenvolvida para melhorar a comunicação entre os alunos e os docentes é pouca, e assim valorize uma conexão mais próxima e pessoal, a disposição permanente de tutores, em horários rotativos, permitindo o acesso de qualquer pessoa que sinta a necessidade de apoio; uma equipe monitorada por um diretor acadêmico que se encarregue de resolver os problemas conceituais, respondendo para todo o conjunto de alunos participantes, a fim de enriquecer o processo de aprendizagem do grupo.
Um oferta educativa que permita tirar o estudante do isolamento característico da educação a distância, compartir com o resto de seus companheiros, recorrer sempre que possível à consulta de docentes de outros países; não só tendo em conta a possibilidade de diálogo de saberes e experiências, que dotam o estudante de um poder adicional de transferência a diversas situações da vida, mas sobretudo construindo pontes para a contenção afetiva dos alunos frente ao novo conhecimento, em pleno processo de equilibração conceitual.
Uma proposta que permita construir aulas globais, recorrendo aos especialistas dos diferentes países da região e do mundo, na formação de um corpo de professores altamente especializados em cada uma de suas áreas de conhecimento.
Uma estratégia pedagógica que, através de atividades diversificadas e abertas, favoreça a transferência de conhecimentos aos mais variados contextos profissionais, que promova a auto-aprendizagem, criando possibilidades para que o aluno aprenda a aprender, concedendo-lhe autonomia.
Um programa que contemple a necessária automatização de conhecimentos básicos, fundamentalmente procedimentais, que permita ao aluno liberar recursos cognitivos para a resolução de problemas práticos, com eficiência e eficácia, e ao mesmo tempo sejam funcionais em novas situações de aprendizagem.
Um programa que potencialize a participação de empresas e de outras entidades, para conseguir incidência máxima nos processos de transformação e melhorias tecnológicas e sociais, colaborando na criação, estabelecimento e gestão de novas iniciativas que contribuam para formar agentes sociais transformadores.
Em síntese, uma oferta educativa que fomente a promoção de atividades ligadas à formação permanente, à extensão tecnológica e à realização de projetos de cooperação internacional, para melhorar o potencial dos profissionais e dos setores econômicos e sociais na resolução de suas necessidades de aprendizagem.
Muito temos avançado no conhecimento dos processos envolvidos na educação semi-presencial e a distância de adultos, no entanto, ainda não pudemos superar a carência existente na sistematização do conhecimento de nossas práticas, mas certamente elemento central na determinação do êxito ou fracasso de nossos processos e programas educativos.
Temos que deixar de nos ver como competidores e começar uma verdadeira rede que não se encerre nos confins de uma instituição, localidade ou país, mas que se abra à região, compartilhando e construindo, em conjunto, sistemas educativos a distância de alta qualidade. Neste sentido, devemos assumir também a responsabilidade que nos compete no processo de mercantilização educativa em curso, devemos começar a pensar na elaboração de uma organização regional que possa certificar a qualidade educativa de nossos programas.
Este é o desafio que devemos enfrentar para preservar não só um mercado educativo próprio, brasileiro e latino-americano, mas uma formação adequada às necessidades culturais, sociais, políticas e econômicas de nossa população.
Currículos resumidos
Daniel Luzzi
• Licenciado em Ciências da Educação. Universidade de Buenos Aires/ UBA.
• Pós-graduado em Planejamento Social / OEA
• Mestre em Gestão Ambiental. Cátedra UNESCO
• Doutorando em Pedagogia. UNED. Madri.
• Consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. PNUD/ONU
• Consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento. BID
• Consultor Programa das Nações Unidas para o médio Ambiente. PNUMA/ONU
• Assessor da Comissão de Ecologia do Senado da Nação Argentina.
• Assessor do Governo da província de Buenos Aires.
• Consultor da Secretaria de Política Ambiental da Presidência da Nação Argentina.
• Observador Internacional e Conferencista Internacional do MEC e IBAMA, para as primeiras Conferências Nacionais de Avaliação de Programas.
• Professor Titular de Educação Ambiental, Mestrado em Gestão Ambiental, Cátedra UNESCO / COUSTEAU em ECOTECNIA, Universidade Nacional de General San Martín.
• Professor convidado da Universidade Nacional Autônoma de México, Centro de Investigações Interdisciplinárias; da Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil; e da Universidade de Buenos Aires, entre outras.
• Jornalista de pesquisa e opinião do Diário Clarín, e de revistas Ecologia e Negócios, Ecogestión para o Desarrolho Sostenible e revista Viva.
• Membro do Conselho Editorial Internacional da Revista Científica Latino-americana de Educação Ambiental, da Universidade Autônoma de México.
• Membro da Comissão Internacional de Educação Ambiental da UICN, regional latino-americana.
• Livros publicados: artigo no livro “La Complejidad Ambiental”, editado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a Universidade Autônoma de México (UNAM) e a Editorial Século XXI; artigo e compilação do livro “Cuencas Hídricas, Contaminação, Avaliação de Riesgos y Saneamento”, para o Instituto Provincial de Médio Ambiente da Governação da Província de Buenos Aires; cartilhas de Educação a Distância para o Programa de Capacitação para Microempresas Produtivas, Governo da Província de Buenos Aires. Módulos de Educação a Distância, “Introdução a Educação Ambiental” e “Problemáticas Ambientais Globais”, Programa Desenvolvimento Institucional Ambiental, Secretaria de Recursos Naturais e Desenvolvimento Sustentável, Presidência da Nação, Banco Inter-americano de Desenvolvimento (BID).
Andrea Luswarghi
• Graduada em Comunicação Social com habilitação em jornalismo (Univ. Federal de Santa Catarina – UFSC)
• Pós-graduada em Educação a Distância no Depto. de Eng. de Produção (UFSC)
• Ex-repórter e redatora da editoria MUNDO da Folha de São Paulo
• Professora do Curso de Comunicação Social/ Univ. do Sul de Santa Catarina (UNISUL)
• Assessora da reitoria (Programa UNISUL Abert@) para Educação a Distância e Tecnologias de Informação:
• Ex-repórter, produtora e editora da RBS TV Florianópolis
• Ex-assessora de Imprensa e Organização de Eventos do Departamento de Apoio à Pesquisa (UFSC)
• Ex-pesquisadora da Oficina Pedagógica de Multimídia, Departamento de Educação (UFSC)
05/27/2008 | 14:17 | Geral, Notícias
Novos Caminhos no Ensino a Distância (1994)
José Manuel Moran - jmmoran@usp.br
Professor de Novas Tecnologias da ECA-USP
Artigo publicado em Informe CEAD - Centro de Educação À Distância.
SENAI. Rio de Janeiro, Ano 1, n. 5, out/nov/dez 1994, p. 1-3
Fonte:http://www.eca.usp.br/prof/moran/distanci.htm#propostas (Acesso: 16/05/08)
Apresentação
Estamos muito atrasados no ensino a distância. Temos muitas poucas experiências significativas nessa área no Brasil, se olhamos para outros países latinoamericanos e europeus. Agora que queremos modernizar todas as nossas estruturas sociais, que estamos entrando na sociedade da informação, precisamos descobrir as formas de ensino à distância mais adequadas para a nossa realidade, junto com novas formas de ensino presencial.A discussão ensino presencial ou não presencial está cheia de preconceitos. Ambos são necessários, têm vantagens e desvantagens e, quando combinados, nos oferecem melhores resultados. A questão hoje é como modificar o processo de ensino-aprendizagem convencional e como introduzir formas de ensino-aprendizagem inovadoras, tanto presenciais como não presenciais.Acompanhamos atualmente um boom de tecnologias de comunicação que podem facilitar processos diferenciados de ensino a distância. Em todos os níveis de ensino podemos introduzir diversos formatos de ensino a distância, desde o ensino fundamental até o de altíssima especialização. Em todas as áreas educacionais precisamos implantar e avaliar iniciativas corajosas de ensino inovador. Mas, por outro lado, não podemos esperar do ensino à distância a panacéia para todas as mazelas acumuladas ao longo de tantos planos governamentais desencontrados.
Níveis diferenciados de ensino a distância
É importante ampliar o conceito de ensino a distância, para poder incorporar novas possibilidades que as novas tecnologias de comunicação propiciam a todas as modalidades de educação.
-Ensino regular com uso de tecnologias a distância
Os alunos de cursos regulares podem, dentro e fora da sala de aula, receber materiais - como vídeos, programas de computador, jornais, através de satélite, de redes eletrônicas, de áudio ou vídeo-conferência, dos correios. Os alunos podem comunicar-se com outros alunos, professores com professores, professores podem orientar alunos, tirar suas dúvidas através do telefone, do computador, do videofone. Todas as escolas de ensino formal precisam abrir-se para o mundo, para a vida, incorporando programas via televisão, vídeo, cabo, satélite. As crianças, que pesquisam os mesmos assuntos com as de outras escolas e cidades e intercambiam seus resultados, ganham uma nova motivação. A sala de aula não fica confinada a quatro paredes, se abre para outras formas de comunicação e de aprendizagem. Neste sentido, todas as escolas precisam incorporar formas de aprendizagem e interação a distância, junto com as presenciais
-Ensino regular com tecnologias a distância substitutivas
Centros menos avançados ou carentes podem receber programas, aulas e outros tipos de apoio de outros centros mais ricos e equipados. Por exemplo, em escolas da periferia ou rurais, onde faltem determinados professores qualificados, os alunos podem acompanhar ao vivo essas aulas dadas em outros centros, por professores qualificados, através da televisão ligada por circuito fechado ou outro sistema. As aulas são registradas por câmera numa escola, transmitidas ao vivo e assistidas por alunos que estão nas escolas carentes, podendo estes fazer perguntas e tirar dúvidas através de sistemas de áudio.As tarifas de comunicação (redes, telefone…) seriam amplamente subsidiadas, para tornar viáveis o seu uso na educação.
-O ensino regular aberto
São cursos presenciais que prevêm uma parte deles serem realizados a distância. As aulas podem ser combinadas com alguns materiais, tempos de ensino não presencial. Algumas matérias optativas ou específicas de um curso regular podem ser realizadas através de qualquer sistema de comunicação não presencial. Algumas matérias são dadas sob a forma de tutoria, de estudo dirigido, de materiais através de redes eletrônicas ou de vídeo. Os alunos têm que participar desses cursos, mas são dados de forma diferente do que os presenciais. Esta fórmula poderia acontecer em todos os níveis de ensino regular, mas, sem dúvida, na universidade é mais urgente a sua implantação. É absolutamente indispensável hoje a combinação de aulas presenciais e não presenciais no ensino universitário.
-Ensino regular a distância monitoriado
São cursos que dão títulos reconhecidos pelo Ministério de Educação, de nível médio ou superior, onde o aluno se inscreve, e lhe é assignado um professor orientador ou tutor, que o acompanha, em períodos definidos, no andamento do curso à distância.Alguns cursos podem exigir períodos de aulas presenciais em determinado campus, como acontece, por exemplo, na Open University da Inglaterra e na UNED -Universidade Nacional de Educação a Distância- da Espanha.
-Ensino regular a distância não monitoriado
São, por exemplo, os telecursos até agora existentes no Brasil, onde os alunos só são avaliados ao final do processo. Pressupõe-se que o aluno está acompanhando os cursos pela televisão e comprando os fascículos, e que estuda nos tempos livres para poder passar nos exames finais preparados pelas Secretarias da Educação. Estes cursos costumam durar a metade do tempo dos convencionais.-Cursos livres a distânciaSão cursos de atualização que utilizam tecnologias de comunicação e que podem ser feitos por qualquer pessoa e que dão direito a certificados. Podem ser de nível básico, médio, superior ou de alta especialização. Fazem parte da necessidade de educação permanente. Por isso a demanda por esses cursos é enorme. Temos que oferecer cursos principalmente para os que já saíram da escola e querem continuar atualizando-se.Precisamos investir pesado em todas as formas e níveis de ensino a distância, criar a mentalidade de que o ensino a distância não é algo totalmente diferente do presencial e de que o ensino formal também precisa do auxílio de tecnologias de comunicação a distância. O princípio básico é de que o processo de ensino e aprendizagem tem que superar as barreiras das paredes da sala de aula e incorporar fórmulas flexíveis de acessar novas informações, de criar estruturas abertas de interação, de integrar professores e alunos com outros professores e alunos da mesma cidade, do mesmo país e de outros países.
Algumas propostas
Hoje temos que pensar em incorporar tecnologias novas junto com as já conhecidas para diferentes processos de ensino-aprendizagem. Qualquer processo de ensino a distância é caro, e nem sempre os resultados são os esperados. No ensino à distância o problema principal não é o tecnológico, embora há muitas resistências ao novo, mas mudar a mentalidade da necessidade absoluta da presença.Necessitamos investir mais em formação de professores, de monitores e em equipamentos, mais do que em prédios. Além dos programas feitos para a televisão convencional, via satélite, podemos equipar as escolas com antenas parabólicas de transmissão direta, e oferecer, a toda a rede escolar, programas nossos e de países estrangeiros que estão há mais tempo investindo na educação através da televisão e vídeo. As Universidades Abertas a Distância da Inglaterra e da Espanha possuem materiais interessantíssimos para formação de professores, que poderiam ser adaptados rapidamente no Brasil e exibi-los, junto com materiais produzidos mais especificamente para a nossa realidade. Professores e alunos poderiam ter, como na Inglaterra, programas de televisão e vídeos para todas as matérias, que podem ser exibidos ao vivo durante os horários de aula, ou ser gravados para utilização posterior ou comprados aparte, como kits de vídeo e de texto.Na Inglaterra as escolas possuem programas de televisão e de vídeo para todas as matérias e idades, porque o parlamento obrigou às redes comerciais a destinarem 25% dos seus lucros para a educação. No Brasil bastaria que o Congresso obrigasse às emissoras comerciais brasileiras de televisão a destinar dez por cento dos fantásticos lucros que auferem, para que tivéssemos, em pouco tempo, verbas mais do que suficientes para investir pesado em materiais audiovisuais e impressos para todas as formas e níveis educacionais.Juntar todas as universidades e outras instituições voltadas para o ensino -como o Senai e o Senac- e fazer com que cada uma crie materiais e programas nas áreas onde for mais competente, evitando a duplicação de esforços e de despesas. É uma idéia simples, mas que, na prática, esbarra no individualismo dos professores universitários, na luta por verbas e vantagens institucionais, na falta de continuidade dos projetos e na guerra surda entre universidades públicas e particulares. Ao mesmo tempo precisamos sensibilizar as empresas para dar suporte econômico a estes projetos.Temos que levar em consideração que quanto maior é a duração dos cursos, mais obstáculos surgem, as pesssoas desistem mais Por isso, precisam de maior apoio institucional (telepostos, tutoria)Convém investir no ensino de ações curtas, intensivas, de formação contínua.Os cursos que estão dando mais resultados no exterior são em formação empresarial, com curta duração e autofinanciamento.É urgente investir em sistemas de vídeo e audio-conferência. Potencializar a utilização da Rede Executiva da Embratel a custos subsidiados para a educação. Precisamos organizar seminários e cursos de atualização para áreas de ponta como biotecnologia, engenharia genética, etc. Assim manteríamos os técnicos e especialistas trabalhando nas empresas, sem necessitar viajar tanto para o exterior para manter-se atualizados. A Comunidade Europea mantém programas de ensino à distância para grandes especialistas. Os cursos são gravados em Paris e transmitidos para vários países, onde há professores monitores a quem recorrer para dúvidas. A Universidade de São Paulo está completando a instalação de fibra ótica em todos os seus campus. O SENAC do Estado de São Paulo está criando centros de comunicação através de vídeo nas principais cidades, o que permite processos interativos de vídeo.Devemos incentivar o uso de redes eletrônicas na educação. De forma isolada ou integrada com outras tecnologias. As redes como a Internet permitem que professores, alunos e cidadãos em geral possam ter acesso a informações a distância, a bancos de dados, discutir os mesmos assuntos entre sí, participar de grupos de trabalho, de pesquisas conjuntas. O governo pode incentivar o uso de redes eletrônicas para todos os níveis de ensino.Uma modalidade que depende de uma boa infraestrutura de fibra ótica é a da transmissão de imagens e sons e dados através do computador. Fazer videoconferência, trocar imagens, sons através de redes eletrônicas como os programas Netscape, Mosaic ou Explorer da WWW na Internet é um caminho para certos cursos com menos pessoas, principalmente na pós-graduação. Com tanta gente querendo fazer pós-graduação e não podendo sair das suas cidades, justifica-se que se usem redes eletrônicas para orientação de teses, para acompanhamento de algumas disciplinas a distância, para não ter que deslocar tanta gente para as grandes cidades, deixando desguarnecidos cursos já carentes.Cursos de ensino à distância baseados em tecnologias interativas caracterizam-se por custos fixos relativamente baixos, uma vez que possibilitam um acesso fácil a professores sem a necessidade de materiais de alto custo, mas têm custos marginais relativamente altos.principalmente com telecomunicações e professores, porque não admitem um número alto de alunos se queremos manter um alto grau de interatividade. Por outro lado, estas midias provocarão um grande impacto na educação, da mesma forma que já o vem provocado nas áreas dos negócios e da indústria. Nas universidades convencionais o interesse pelas redes eletrônicas de comunicação é crescente, ao mesmo tempo em que surgem muitas redes não acadêmicas, unindo pessoas, grupos e instituições em torno de interesses sociais comuns.Há um mundo aberto para novas formas de comunicação educacional. Para isso precisamos de vontade política, de investimentos em projetos reais, com o mínimo de burocracia, com agilidade operacional. Precisamos superar o preconceito contra o ensino à distância como ensino de segunda classe, que está presente nos que controlam o ensino convencional.Temos, no Brasil, muita pouca gente com experiência em ensino à distância e essa experiência não se aprende em cursos rápidos de atualização. O ensino à distância é um processo de aprendizagem complexo e demorado, que necessita de pessoas com mentalidade aberta e que se disponham a experimentar e avaliar formas novas de ensino-aprendizagem. Necessitamos aumentar o número de pessoas especializadas em ensino a distância, preparando-as já, motivando-as para que atualizem seus conhecimentos nesta área.Um dos problemas sérios do ensino básico no Brasil reside na dificuldade do aluno em trabalhar sozinho, em organizar-se para o ensino, quando lhe falta o suporte do grupo. Só uma minoria consegue ter autonomia para não desanimar e acompanhar sozinho todos os programas, fazer todos os exercícios. Por isso é necessário criar redes de apoio, de incentivo ao aluno, que tenha a quem recorrer nas suas dificuldades. Precisa de um mediador, uma pessoa a quem possa recorrer durante o longo processo de ensino-aprendizagem. O papel do tutor regional ou local é importante. Só nos projetos mais avançados, que usam redes eletrônicas, podemos substituir o tutor presencial por um orientador à distância, a quem se pode localizar através do computador.Sabemos das dificuldades que o sistema educacional como um todo enfrenta. Não podemos esperar mais para começar a implantar um plano integrado de formação de professores, de valorização salarial, de investimento em novas tecnologias e em programas atualizados. As empresas precisam dar apoio efetivo ao ensino, porque elas serão diretamente beneficiadas com futuros trabalhadores-cidadãos muito melhor preparados.
| 13:44 | Geral, Notícias
Cresce procura por cursos não-presenciais no Brasil
Entenda porque empregadores ainda têm reservas quanto à EAD
Publicado em 25/03/2008 - 13:00
Fonte: http://www.universia.com.br/materia/materia.jsp?materia=15638
(Acesso: 16/05/07)
O Censo da Educação Brasileira realizado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) e pelo MEC (Ministério da Educação) revelou que a EAD (Educação a Distância) cresceu 1.867% no Brasil entre 2003 e 2006. Segundo o estudo, em 2003 havia 21.873 inscritos em cursos à distância; esse número subiu para 430.229 em 2006. Fredric Michael Litto, presidente da Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância), atribui esse crescimento à boa aceitação que as pessoas passaram a ter pelos cursos não-presenciais. Para ele, essa aceitação aumentou por causa do maior volume de pessoas que querem estudar, mas não têm o tempo que um curso de graduação tradicional exige.
O Inep também comparou o desempenho dos alunos de cursos das modalidades tradicional e a distância no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes). Em sete das 13 áreas pesquisadas houve melhor desempenho de alunos da EAD. Quando a análise é feita somente entre os primeiros anos dos cursos, os alunos de cursos à distância se saíram melhor em nove das 13 áreas. Segundo Litto, isso se dá porque os alunos de graduação a distância precisam ter um grau maior de disciplina para poder aprender. “O mercado de trabalho está atento ao bom desempenho que alunos de EAD conseguiram no Enade”, diz ele.
Mas apesar do crescimento do setor, ainda há receio por parte das empresas em contratar essa mão-de-obra formada nos cursos a distância. Segundo Marisa da Silva, consultora da Career Center, empresa de consultoria de empregos, o principal motivo que faz com que as companhias abdiquem de funcionários formados nos cursos a distância é o fato da modalidade ainda ser nova no Brasil.
Além disso, Marisa afirma que outro fator importante nesse sentido é o de que muitos cursos são oferecidos por instituições que não tem grande reconhecimento no mercado. “As empresas ainda procuram alunos de cursos tradicionais. Mas se o candidato quiser fazer um curso a distância é preciso procurar uma universidade de nome reconhecido no mercado”, aconselha ela. Litto ressalta que o bom desempenho dos alunos de EAD no Enade ajudou a mudar a mentalidade de alguns gestores de empresas, que de acordo com ele, passaram a ver os benefícios de contratar alunos dos cursos não-presenciais.
O presidente da Abed acredita que o aluno de EAD é mais disciplinado em comparação a alunos de ensino tradicional. “É preciso uma noção mais forte de disciplina para conseguir aprender em cursos a distância. Por isso, os alunos têm mais facilidade em lidar com prazos e tomam mais iniciativa”, afirma Litto.Relação com o mercado de trabalho
De acordo com Luciano Sathler, Pró-Reitor de Educação a Distância da Metodista (Universidade Metodista de São Paulo), um aluno que faça um curso de EAD pode concorrer às mesmas vagas de estágio que concorrem alunos de cursos tradicionais. A universidade firma convênios com as empresas para garantir que seus alunos sejam absorvidos pelo mercado de trabalho. “A Metodista tem pólos de apoio presencial espalhados por todo o país. Esses pólos indicam quais são os maiores empregadores da região e então a universidade os procura para firmar o convênio”, explica Sathler.
O aluno do curso de Administração a Distância, Maviael Correa da Silva, diz que escolheu a EAD por não precisar gastar tempo no trânsito. “Estudei na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e gastava quase duas horas para chegar à universidade. Agora posso estudar em casa e não perco tempo na viagem”, afirma Silva. Ele conta que há empresas que já procuram alunos de ensino a distância por entenderem que a mobilidade deles é maior. “O funcionário tem uma flexibilidade de horário maior. Para estudar só é preciso ter um computador com acesso à internet”, diz Silva.
A assessora pedagógica da Newton Paiva (Centro Universitário Newton Paiva), Kelly Cristina Santana, diz que hoje o mercado de trabalho está aberto e que os alunos dos cursos a distância conseguem estágios. “O mercado não tem mais repulsa pelos alunos de EAD. As empresas têm consciência de que os cursos oferecidos são de qualidade e formam profissionais prontos para o mercado de trabalho”, acredita ela.
Rute Michels Meneghel, Diretora Administrativa Financeira do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão, interior de Santa Catarina, é graduada no curso a distância em Gestão Estratégica em Organizações Empresariais com Foco em Gestão Financeira. Na opinião dela, o que importa para as empresas é o conteúdo que o aluno tem. “É indiferente a forma como a pessoa estuda, o que importa é o conhecimento adquirido no curso”, acredita Rute. Ela afirma que procurou o curso a distância porque não poderia freqüentar as aulas diariamente. “O curso a distância me deu a oportunidade de estudar sem comprometer minha presença nas aulas. Tenho muitas reuniões do meu trabalho no período da noite e não teria como freqüentar uma aula presencial”, conta Rute.
Segundo o professor João Vianney, da Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina), os alunos que buscam uma formação em cursos a distância geralmente já possuem conhecimento na área e buscam o diploma. “A educação a distância é usada para confirmar o poder prático que o aluno já detém, mas não tem uma certificação daquele saber”, diz. Vianney avalia que os alunos de cursos de graduação a distância desenvolvem mais autonomia e disciplina no estudo. “Essas são competências que muitas vezes um aluno de ensino tradicional não precisa desenvolver”. Mesmo que Marisa da Silva, consultora da Career Center, afirme que há reserva por parte de setores empresariais em relação aos alunos dos cursos não-presenciais, o professor diz que o mercado já não olha mais com preconceito para esse aprendizado. “Há dez anos não havia parâmetros para avaliar a qualidade desses cursos, hoje os cursos têm mais qualidade, como pudemos ver pelo Enade”, afirma Vianney.É o caso de Rute, que diz que não tinha um curso superior e fez a graduação a distância para se aperfeiçoar no conhecimento que já possuía e usava no trabalho. “Procurei o ensino a distância porque gosto de estudar e queria ter um diploma, vivenciar o aprendizado”, conta ela.Apesar de ser considerado satisfatório pelos alunos, o presidente da Abed acredita que deveria haver uma melhora na qualidade do material didático dado ao aluno. “No exterior, os alunos de graduação a distância recebem livros profundos e completos sobre as matérias estudadas. No Brasil, para não terem de pagar direitos autorais às editoras, as universidades dão aos alunos apostilas feitas pelos professores”, explica.
A opinião do mercado para a gerente técnica de estágios do CIEE, Sylvana Rocha, os alunos de educação a distância ainda sofrem preconceito por parte do empresariado. “O empresariado ainda é muito conservador. A freqüência em sala de aula é muito apontada como um fator importante”, diz Sylvana. Ela estudou o tema a fundo quando realizou a pesquisa “A percepção de gestores educacionais e empresariais sobre o ingresso de estudantes de graduação a distância em programas de estágio” para sua defesa de tese de Mestrado.“O candidato deve fazer a diferença em uma entrevista para emprego, não a modalidade de seu curso”, afirma Sylvana, que conta também que muitos alunos de cursos superiores a distância acreditam que quando não são aprovados em um processo seletivo acham que o motivo seria porque a empresa preferiu um aluno de graduação tradicional. “Isso se dá porque o empresariado brasileiro considera que a aprendizagem só ocorre quando o ensino é presencial”, diz ela.
Sylvana ressalta que, ao contrário do que muitas pessoas acreditam, não são só alunos mais maduros e já inseridos no mercado de trabalho que procuram a EAD. “Há jovens vão direto do ensino médio para a graduação a distância”, afirma Sylvana. A EAD permite que jovens que moram longe das faculdades tenham acesso ao Ensino Superior. “É possível ter um estudante que more e trabalhe em São Paulo, faça o curso de graduação cuja universidade tenha sua sede no Paraná”, explica.Segundo Sylvana, por causa do preconceito, os empresários não vêem os benefícios que um empregado que curse uma graduação à distância pode oferecer. “O aluno de EAD tem um perfil com autodisciplina, maturidade e autonomia. Esse é o perfil que os empresários buscam”, diz Sylvana. “Eles oferecem também uma facilidade de negociação de horários com o meio empresarial”, acrescenta ela.
A proposta de Sylvana para que empresários passem a ser mais abertos em relação aos alunos de ensino a distância é a disseminação da modalidade. “A divulgação dos cursos seria a melhor maneira de fazer os empresários conhecerem a EAD”, diz. “O desafio que temos é de conscientizar as pessoas que essa também é uma Educação Superior. A diferença é a forma que o conhecimento chega ao aluno”, afirma ela. Em sua tese, Sylvana constatou ainda que os órgãos públicos são mais abertos à contratação de alunos de EAD do que empresas privadas.