02/06/2009 | 14:19 | Geral, Notícias
Com a crise, disseminou-se um temor quanto ao futuro dos empregos. Sem pensar duas vezes, muita gente postergou planos de aprimoramento profissional ou ainda trancou a matrícula no MBA ou na pós-graduação.
Mas deixar de investir em formação profissional é um equívoco, de acordo com os consultores de carreira da DBM, consultoria especializada em gestão de capital humano.
“Já está mais do que provado que contar com especializações no currículo é importante. Em momentos como este, de crise, essa experiência pode ser um diferencial seja na busca por uma recolocação, seja para manter a empregabilidade”, afirma o consultor de carreiras da DBM, Alexandre Nabil.
A hora certa
No caso dos profissionais que acabaram perdendo seus empregos no vaivém do mercado que se iniciou com a crise, aplicar parte da rescisão salarial na própria carreira pode ser benéfico.
“Muitas vezes, na correria do dia-a-dia, não temos tempo para planejar um curso de especialização. Quem perde o trabalho pode aproveitar de forma produtiva o tempo livre investindo na própria educação, sem medo de estar cometendo uma loucura. Ao contrário, trata-se de um investimento e de um período de reflexão que tende a trazer várias vantagens. Mas, é claro, desde que o curso seja compatível com a trajetória profissional”, recomenda Nabil.
Que curso fazer?
De acordo com o consultor da DBM, na hora de escolher um curso, é importante considerar o objetivo profissional, o que também depende da etapa da carreira de cada indivíduo.
“Cada curso conduz o profissional a um determinado mercado ou nível. Há cursos mais específicos e outros generalistas. Se o profissional tiver interesse em mudar de área, por exemplo, os generalistas são mais indicados, pois ampliam o conhecimento sobre um novo setor ou mercado. Aqueles que desejam ampliar sua rede de relacionamentos, inclusive para buscar uma recolocação no mercado, devem optar por cursos mais específicos”, afirma.
O fundamental, em todos os casos, é elaborar um planejamento antes de começar esta nova etapa. O consultor da DBM dá algumas dicas ara os profissionais que decidirem investir na carreira:
1. Analise seu histórico acadêmico. Por meio deste processo, é possível prever qual será a instituição de ensino mais adequada. Quem fez graduação numa escola de menor destaque pode, por exemplo, reforçar o currículo procurando uma instituição de renome para a pós-graduação;
2. Leve em consideração seu “fôlego”. Alguns cursos exigem muita dedicação, para realização de trabalhos e pesquisas, por exemplo. Outros são rigorosos nas avaliações. É preciso conhecer, de antemão, o que a instituição exige do aluno e o tempo que você tem disponível;
3. Pesquise sobre a reputação da instituição e do curso. Não adiciona nada ao currículo um curso não reconhecido pelo mercado ou mesmo pelo MEC (Ministério da Educação);
4. Elabore um planejamento financeiro. Cursos de pós-graduação e MBA de boa qualidade não costumam custar pouco. Se o profissional estiver desempregado, é importante ter uma reserva de cerca de nove meses (além do valor do curso) para as despesas fixas. Neste prazo, afirma o consultor, é bem provável que o profissional já tenha se recolocado no mercado.
Bons estudos!
Fonte: Informativo CM News Letter 05/02/09
02/05/2009 | 11:17 | Geral, Notícias
A valorização dos cursos superiores de tecnologia é uma tendência atual, revelada pelos dados do Censo da Educação Superior divulgados pelo Ministério da Educação esta semana. Mais voltados para o mercado de trabalho, os cursos parecem ter conquistado seu espaço na sociedade brasileira, historicamente marcada pela valorização dos bacharéis.
O número de alunos que ingressaram em cursos de tecnologia cresceu 390% de 2002 a 2007, passando de 38.386 para 188.347. Foi o maior crescimento de matrículas registrado no período. Só na rede federal, os cursos passaram de 146 em 2002 para 331 em 2007.
Os dados do Censo da Educação Superior devem ser ainda mais favoráveis à educação profissionalizante nas próximas edições. Isso porque o censo de 2007 ainda não reflete a expansão da rede federal nem a criação dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, nos quais 30% das vagas estarão reservadas a cursos superiores de tecnologia.
A expansão é a maior da história do país. Até o final de 2010, a rede federal contará com, no mínimo, 354 escolas técnicas. Em 2005, ano do início da expansão, eram 140.
Fonte: Assessoria de Comunicação CM News Letter (04/02/09)
| 11:04 | Geral, Notícias
Dados do Censo da Educação Superior de 2007 sugerem que o sistema de ensino de terceiro grau pode estar perto de alcançar um ponto de equilíbrio. Após vários anos em que a taxa de criação de novas instituições superiores beirava os 10% anuais, entre 2006 e 2007 ela foi de mero 0,5%, passando de 2.270 para 2.281 entidades.
Saturação do mercado, porém, não significa que as necessidades do país estejam atendidas. Se o número de matrículas aumentou 8% no período, o de formandos cresceu em ritmo mais lento (3%). Diminui a proporção entre alunos ingressantes e concluintes, que era de 46% em 2006 e passou para 44% em 2007.
Mais preocupante é a queda no número de diplomados em cursos de formação de professores para o ensino básico. Em 2007, formaram-se 70.507 docentes, 4,5% menos que em 2006. Algumas das maiores reduções envolvem profissionais para ensinar disciplinas obrigatórias, como letras (-10%), geografia (-9%) e química (-7%).
Isso num país em que ao menos 300 mil professores carecem de qualificação apropriada para as aulas que ministram. Eis aí uma das principais deficiências da educação nacional. Ela só será sanada com o aprofundamento de uma política de revalorização da profissão, que começa por uma recomposição salarial mas não poderia esgotar-se nela.
Dada a urgência de preparar mais e melhores professores, há que lançar mão de todos os meios -como o ensino a distância, que permite levar a qualificação aonde ela é mais necessária. A boa nova do censo é que essa modalidade conta já com 370 mil matriculados (7% do total), contra 207 mil no ano anterior.
Falta agora criar as condições e os requisitos de qualidade para que esse potencial seja mobilizado na capacitação dos docentes de que o Brasil precisa. Caso contrário, resultará apenas em mais um canal de saturação.
Fonte: Assessoria de Comunicação CM News Letter (04/02)
| 10:20 | Geral, Notícias
Dados do Inep - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - revelam que os cursos que mais crescem são feitos à distância.
Por Larissa Carvalho - Belo Horizonte
Doze por cento dos jovens brasileiros entre 18 e 24 anos cursam o Ensino Superior. Em 2007, o número de alunos matriculados aumentou 7% e passou dos cinco milhões.
Matrículas no Ensino Superior 2007:
5.250.147
+ 7% 93% fazem cursos presenciais
A grande maioria freqüenta aulas todo dia em faculdades e universidades, mas, proporcionalmente, os cursos à distância são os que mais se expandem no país. As matrículas cresceram 78%, quase 20 vezes mais que nos cursos presenciais. Nos tecnológicos, que duram menos tempo, a expansão foi de 24%.
Matrículas no Ensino Superior 2007:
Cursos à distância: + 78%
Cursos presenciais: + 4%
Cursos tecnológicos: + 24%
“Evidentemente, eram áreas muito pouco desenvolvidas, o número de cursos era muito pequeno, e vem crescendo significativamente. Você tem uma preocupação de expandir a matrícula superior principalmente nas áreas públicas ou matrículas gratuitas através, por exemplo, do Prouni”, comenta Reynaldo Fernandes, presidente do Inep.
Ensino superior à distância:
Matrículas em 2007
Instituições estaduais: + 219%
Instituições privadas: + 66%
Instituições federais: + 47
Em 2007, as matrículas para cursos à distância nas instituições de ensino estaduais mais que triplicaram. Aumentaram bastante também nas instituições privadas e federais.
Zorag trocou o curso presencial para ter mais tempo livre. “Eu posso acordar de manhã estudar e trabalhar depois ou eu posso trabalhar primeiro e estudar depois”, fala Zorag Farias, estudante de Ciências Contábeis
Nessa modalidade de ensino, o aluno quase não vai à faculdade. Zorag só precisa fazer as provas em sala de aula. As três mil horas de conteúdo ele cumpre pela internet.
E é pelo computador que eles tiram dúvidas. Em um dos cursos, pra cada grupo de 80 estudantes, há um tutor de plantão.
“Se ele estivesse sozinho, eu acho que ele não daria conta de ir até o final do curso. Então, quebrar essa solidão do aluno é o grande desafio da educação à distância”, fala Stela Arnold, coordenadora pedagógica.
“O ensino à distância, mesmo que não seja a maravilha das maravilhas, ele obriga o aluno a trabalhar, ele não pode passar 20 horas por semana simplesmente assistindo aula e cochilando. Ele tem que ler, ele tem que escrever, ele tem que fazer exercícios. Ele tem muita coisa para fazer. Portanto, acaba sendo um ensino mais ativo”, afirma Cláudio de Moura e Castro, educador.
Fonte: Assessoria de comunicação CM News Letter (04/02/09)
02/02/2009 | 10:23 | Geral, Notícias
Dia 8 de novembro de 2009 será realizada a prova do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade).
Todos os estudantes ingressantes e concluintes dos cursos de graduação avaliados devem fazer a prova, lembrando que nos anos anteriores as provas eram realizadas por amostragem através de amostragem feitas pelo INEP.
Ingressantes são aqueles que até 1º de agosto concluiram entre 7% e 22% da carga horária mínima do currículo do curso.
Concluintes são aqueles que até 1º de agosto tiverem concluido pelo menos 80% da carga horária mínima do currículo do curso ou que tenha condições acadêmicas de conclusão neste ano letivo de 2009.
Os cursos avaliados são os de Graduação em: Administração, Arquivologia, biblioteconomia, ciências contábeis, ciências econômicas, comunicação social, design, direito, estatística, música, psicologia, relações internacionais, secretariado executivo, teatro e turismo, além de duas áreas novas- estatística e relações internacionais.
E também, serão avaliados os Cursos Superiores de Tecnologia em: Design de moda, gastronomia, Gestão de Recursos Humanos, Gestão de turismo, Gestão financeira, marketing e Processos Gerenciais.
As inscrições devem ser realizadas de 29 de julho a 31 de agosto. Até 29 de maio, o Inep enviará as instruções e os instrumentos necessários para que os dirigentes das instituições de ensino inscrevam os estudantes.
Dispensa
Os estudantes que colarem grau até 31 de agosto e os que estiverem oficialmente matriculados e cursando atividades curriculares fora do Brasil, na data da realização do exame, em instituição conveniada com a de origem do estudante, estarão dispensados de fazer a prova
Ingressantes e concluintes ausentes em edições anteriores precisam regularizar a situação para fazer a prova.
Até dia 10 de setembro de 2009, o Inep deve divulgar a lista dos estudantes que participarão do exame e até 26 de outubro serão divulgados os locais das provas.
O manual do Enade 2009 será divulgado dia 31 de março.
Fonte: Diário Oficial e site “O Globo” 30/01/09